terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Os 4 Ps de Kotler aplicados aos negócios de Dona Olga

Conheça um case nada convencional – ou não – que usa como exemplo um ramo comercial com um dos produtos mais antigos do mundo.


Cabisbaixa, apreensiva e preocupada estava a empresária ao ver que seu negócio estava cada vez pior. Os clientes eram os mesmos e alguns deles já deixavam de frequentar o estabelecimento. Poucos indicavam e alguns que apareciam não eram bons o suficiente para tornarem-se fiéis. Preço baixo e faturamento que não cobria os custos.

Lutadora, nunca deixou de trabalhar. Era sempre a primeira a chegar e a última a sair. Frequentemente colocava a mão na massa; hoje em dia, mais ainda, pois estava difícil, inclusive, de manter bons funcionários no negócio que já não era tão lucrativo. “Funcionário prefere ficar na frente do computador a encarar uma parada dura”, reclamou. 

Dona Olga estava preocupada com o seu negócio. Afinal, seria o fim de um sonho? Chorava em alguns momentos e pensava: meu puteiro já era!

Bom... poderia ser uma padaria, um açougue, uma lanchonete, um escritório, veterinário, dentista, mas qual o problema; Dona Olga era a dona de um prostíbulo, por sinal funcionária do próprio negócio, quero dizer, pessoa que pega realmente no batente.

Independente da análise legal (e moral) do negócio da Dona Olga, ela explora uma atividade comercial e, portanto, tem marketing envolvido. O segmento: Marketing de Serviços.

O diagnóstico

Um estabelecimento antigo, mobiliário desatualizado, produtos já um tanto desgastados e provavelmente variações de cardápio pouco inovadoras. O preço deve ser popular e, é muito possível que não tenha comunicação com o público consumidor.

Com base nestas informações, socorremo-nos aos bons e velhos gurus do marketing. Começamos com MC CARTHY que, nos anos 1950, trouxe o conceito dos 4 Ps, eternizados pelas obras de KOTLER, cuja leitura obriga-nos a analisar o Produto, o Preço, a Praça e a Promoção, palavras que deixam carecas os acadêmicos.

O produto - embora com mais de 4500 anos de existência – é muito consumido até os dias de hoje. Ao certo, com algumas variações sobre o mesmo tema: acompanhante, scooter, garota de programa, etc. O nome é apenas um rótulo para o produto que continua o mesmo. Por outro lado, os serviços oferecidos tem que ser inovados, isto é, não se pode oferecer apenas o mesmo arroz com feijão de sempre.

Portanto, sugere-se um cardápio com mais opções, além dos tradicionais “aquilo-na-mão”, “mão-naquilo”, “aquilo-na-boca” e “aquilo-naquilo”. Talvez – e isso é caso para um consultor da área – incluir um “aquilo-naquele”, um “naquele-com-aquele”, ou até mesmo um “naquilo-naquilo” para os mais moderninhos. Ah, vale a pena, também, renovar também os ingredientes.

Em se tratando de preço - PORTER, RIES e TROUT, lembram que, para sobreviver no mercado, você deve desenvolver uma política que vise buscar um diferencial (também chamado de “vantagem competitiva”) ou ter preço baixo. Sempre fui partidário do diferencial, afinal, sempre é bom estar na frente da concorrência e ser lembrado pelo seu produto e não pelo preço. Desta forma, Dona Olga deve revisar o seu portfólio e escolher bem os ingredientes para que ela possa “dar o melhor” para o seu público.

No que diz respeito à praça - até poderia fazer um estudo específico acerca do local onde o estabelecimento está instalado, mas, por ser algo tradicional, ainda reserva um pouco de recall (lembrança), necessitando – em realidade – de um banho de loja.

Móveis mais modernos, fachada discreta, mas de bom gosto, música ambiente de qualidade e de acordo com o “target”, um bom serviço de bar, limpeza e higiene em todos os ambientes. Mas, é claro, uma atenção especial no ambiente em que o “produto” é entregue, afinal, cliente bem atendido, sempre volta. Logo, boas camas, colchões…

Por ultimo, e nem por isso menos importante, vamos falar a respeito da promoção - que é a comunicação bem sucedida do negócio visando um estímulo nas vendas. O ramo de atividade de Dona Olga é gravado por certo pudor na divulgação. Há que se ter cuidado com comunicação muito espalhafatosa na fachada, bem como uso de veículos de massa como rádio, TV, outdoors, carro de som, dentre outros.

Mas, ela pode começar com um bom trabalho doméstico, algo como um “programa de fidelidade” (a cada dez, uma é grátis), ou sazonais: “Quartas-feiras, é bola na rede lá e aqui!”. Ou ainda “Apresente um amigo e escolha o seu cardápio”; “Depois das 3 da manhã, leve 2 e pague 1”, sem esquecer que as promoções boas devem acontecer próximo do dia do pagamento, pois essas coisas são pensadas com outra cabeça. Pode, também, criar folhetos e deixar que as “funcionárias” entreguem nos semáforos. Não esquecer de colocar algumas fotos dos “produtos” para chamar a atenção.

Não sei ao certo se este artigo vai chegar à Dona Olga (aliás, nem sei se ela existe) mas, o fato é que você, empresário que esteja passando por algum momento de dificuldade, consegue perceber, mudando somente o ramo de atividade, que essas dicas fazem todo sentido!

Fonte: http://webinsider.com.br/
Autor: Jacques Miranda

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Você se considera um líder de verdade?

Veja o conceito filosófico de liderança! Entenda o que realmente significa, e o que um verdadeiro líder traz de benefícios para sua equipe.


Eu já li diversos textos e livros sobre liderança. Palestrantes impõe seus achismos sobre o tema, mas o genial Prof. Clóvis de Barros explica as diferenças de liderança segundo a visão filosófica de grandes pensadores como Platão, Sócrates, Aristóteles e outros.

Veja este ótimo video, que é um tanto grande, mas vale cada segundo!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Armadilha do Contrato das Agências

Quando você quer criar o seu site, procura um profissional ou uma agência que possa te oferecer o melhor trabalho por um preço justo. E no caso de sites, não da para utilizar uma tabela de preços para avaliar o produto oferecido. É aí que muitos caem na armadilha dos contratos das agências.


Como funciona a armadilha:

Você paga um preço baixo (ou não) para desenvolver o seu site, confia o projeto da sua empresa a uma agência especializada e assina um contrato de manutenção sem perceber (porque você não conhece essa prática) que está assinando um contrato de escravidão.

Neste contrato existe uma clausula dizendo que ao rescindir o contrato, você perde o direito de utilização da plataforma do site. Ou seja, se você não estiver satisfeito com a empresa que presta o serviço de manutenção do seu site, poderá quebrar o contrato, mas não vai mais ter o site da sua empresa.

Tome muito cuidado com esse tipo de prática, pois isso já é um atestado de incompetência da agência, que sabe que não irá te prestar um serviço de qualidade para manter a sua fidelidade como cliente. A desculpa é que isso é "propriedade intelectual", que a agência precisa ter isso como segurança de que você não irá parar os serviços ou ir para um concorrente.

Tenho muitos clientes que caíram nessa armadilha, pagaram para desenvolver um site, não são bem atendidos, mas não possuem os direitos do mesmo. Aí se vêem obrigados a continuar pagando por um serviço ruim, ou pagar pra desenvolver um novo site do zero.

Pesquise antes de contratar um serviço, pois a questão não é preço! Vou encerrar com uma frase que achei em uma placa na faixada de uma loja que dizia o seguinte:

"Quando a doçura de ter pagado barato passar, o que sobra é a amargura de ter um produto ruim."

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Uma forma diferente de marketing

Perceba um fenômeno interessante: O comprador adora encontrar fornecedores, mas acha um saco ser encontrado. Por outro lado, o vendedor adora simplesmente receber contatos ao invés de ter o trabalho de ficar se divulgando.


Mas por que será que tantas empresas focam tanto o esforço em encontrar clientes ao invés de fortalecer sua marca e deixar o cliente vir até elas?

O vídeo a seguir mostra de forma muito bem humorada a realidade dessas 2 abordagens de marketing. Mesmo se você tiver dificuldade com o inglês, com certeza entenderá a diferença entre as 2 estratégias.


O que mais chama atenção do cara da esquerda é a facilidade que ele tem em conseguir novos contatos, enquanto o cara da direita dificilmente consegue uma resposta. Porém, o que o vídeo não mostra é que o cara da esquerda investiu muitos recursos fortalecendo sua marca e melhorando seu posicionamento em mecanismos com o Google.

Essa estratégia é chamada de Marketing de Permissão, ou Inbound Marketing em inglês.

Fica então a reflexão, você tem investido em plantar as sementes e ser encontrado ou sua realidade é parecida com a do cara da direita?

Fonte: www.saiadolugar.com.br/

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Produtos âncora e a decisão na compra

Você já ouviu falar de Produto Âncora?



O produto âncora é um produto de valor muito mais alto que seus semelhantes para fazer com que estes sejam vendidos mais facilmente por parecerem um melhor negócio. Exemplo:

Você vê na vitrine da Fast Shop 3 televisores de LED. O primeiro, de 29" no valor de R$1.000,00. Um segundo de 42" no valor de R$1.500,00. E um terceiro de 45" no valor de 2.500,00.

Analisando um pouco as ofertas é possível perceber sem nenhum esforço que o televisor de 42" é o melhor negócio. E essa é a função dos demais televisores, ancorar a venda da TV de 42"! Ou seja, a Fast Shop não quer vender as TVs de 29" e 45", elas estão na vitrine apenas para tornar a tv de 42" mais atraente. Veja abaixo um excelente vídeo do canal Nerdologia, explicando muito bem o conceito:



Em um outro Blog que escrevo, coloquei um excelente vídeo sobre o tema, com Dan Ariely falando sobre as decisões dos seres humanos, vale muito a pena ver!


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

uma vida nova a cada 30 dias

Inspiração!

Faça algo novo durante 30 dias! 


Um ótimo vídeo, que vai te dar um empurrãozinho em apenas 3 minutos!

Você consegue?



terça-feira, 5 de novembro de 2013

A influência das cores

A cor é a percepção visual do sistema nervoso através da captação da frequência de onda de um feixe de luz. 

Mas, por que isso é importante na escolha das cores que vão representar a minha empresa/produto?



A cor está diretamente relacionada ao sistema nervoso no cérebro, portanto, ela influencia o espectador não só cognitivamente, mas está também relacionado a sensação inconsciente que a cor exerce na pessoa.

Ok, complicou! Vamos a uma explicação mais simples: 

As cores afetam as pessoas de duas formas:

Uma delas é através da relação das cores com a cultura do meio em que se vive, exemplos:

Vermelho: perigo, paixão, guerra, violência, etc.
Laranja: criatividade, humor, festa, etc.
Amarelo: alerta, eletricidade, jovialidade, etc.
Verde: esperança, natureza, social, etc.
Azul: frio, mar, internet, tecnologia, etc.
Roxo: fantasia, mistério, misticismo, etc.
Marrom: sofisticação, melancolia, nostalgia, etc.
Púrpura: violência, dignidade, preciosidade, etc.
Violeta: calma, estima, afetividade, caridade, etc.

Estes são conceitos ligados ao ambiente onde o indivíduo se encontra, e não podem ser tomados como algo absoluto, pois podem sofrer alterações em pequena ou grande escala, por exemplo:

Na maioria dos países ocidentais, a cor relacionada a morte é o preto. Nos funerais as pessoas se vestem em preto para demonstrar seu pesar, representando o sentimento de perda e tristeza.
Já nos países orientais, a cor da morte é o branco, ou em algumas culturas utiliza-se muitas cores vivas no ritual funerário.

A cor, quando tratando-se de um signo, também pode determinar a preferência de um nicho ou grupo de pessoas. Temos o exemplo da Coca-Cola e Bradesco, que apesar de serem marcas mundiais com presença em todo o Brasil, para atingir os consumidores de Parintins no Amazonas, mudaram a cor de seus produtos e faixadas adequando sua comunicação a cultura local.

Agência bancária tem entradas com marcas diferentes: uma azul e outra vermelha (Foto: Frank Cunha/G1 AM)
Faixada do banco Bradesco em Parintins
O outro impacto que a cor exerce é através da sua vibração!
Neste caso, os conceitos podem ser aplicados de uma forma mais exata, pois diferenciam a cor pelo impacto que sua vibração causa no sistema nervoso. Destes conceitos utilizam-se também a medicina (cromoterapia) e arquitetura. Veja abaixo uma imagem mostrando o espectro de cores em uma escala de frequência e comprimento de ondas:


O azul tem uma vibração de menor intensidade, portanto seu impacto no sistema nervoso é menor, relacionando o azul a coisas mais calmas, serenas. Ao passo que o vermelho causa um certo desconforto, uma sensação de ação e movimento.

É claro que a cor depende também da intensidade de luz, quantidade e aplicação que é utilizada para que seus efeitos sejam mais facilmente percebidos.

Veja abaixo quais partes do cérebro são estimuladas com as cores:


Azul
Parte do cérebro: Córtex pré-frontal.
Efeito: Em tom escuro relaciona-se ao poder. Em tom mais claro provoca sensação de frescor e higiene. Está ligado a produtividade e sucesso.

Laranja
Parte do cérebro: Sistema de recompensa - responde pelo prazer e a necessidade de repetição da experiência prazerosa.
Efeito: Mudança, expansão e dinamismo.

Rosa
Parte do cérebro: Área tegumentar ventral - controla a sensação de recompensa pela saciedade da fome, sede e sexo.
Efeito: Em tom claro da a ideia de inocência. O tradicional, feminilidade e rompimento dos preconceitos. O pink, o desejo de iniciar ações individuais.

Amarelo
Parte do cérebro: Sistema de recompensa.
Efeito: passa a mensagem de transparência nas negociações, ou no objetivo do lucro. Significa credibilidade

Cinza
Partes do cérebro: Putâmem - regula a distribuição de dopamina, um neurotransmissor relacionado a sensação de prazer. E a Ínsula - coordena as emoções.

Verde
Parte do cérebro: Córtex pré-frontal - ligado as decisões, pensamento abstrato e criativo, respostas afetivas e capacidade para conexões emocionais e julgamento social. 
Efeito: remete a natureza. Transmite frescor, harmonia e equilíbrio. Reforça a ideia de ponderação e coerência.

Marrom
Parte do cérebro: Sistema límbico - estrutura interna que responde pelas emoções.
Efeito: É uma cor pesada, relacionada a conservadorismo.

Branco
Parte do cérebro: Córtex cerebral esquerdo - responsável pelo pensamento lógico e pela competência comunicativa.
Efeito: Sugere pureza, cria a impressão de luminosidade. Transmite a ideia de frescor e calma. Combinado com outras cores proporciona harmonia.

Roxo
Parte do cérebro: Pólo frontal - ligado ao planejamento de ações e de movimento, e ao pensamento abstrato. 
Efeito: Pode remeter a mistério, também se relaciona a calma e sensatez.

Vermelho
Partes do cérebro: Amígdala e núcleo accumbens - estrutura ligada ao prazer.
Efeito: Emoção, estimulo, dinamismo, sexualidade, virilidade e masculinidade.

Preto
Partes do cérebro: Amígdala - regula o comportamento sexual, agressividade, medo e memória emocional. 
Efeito: Sugere mistério, curiosidade ou superioridade, além de sofisticação e distinção.

Em combinações com outras cores, formas ou outros sentidos (como o olfato e a audição), podem trazer sensações diferentes. Utilize estes conceitos com cuidado, mas como tudo na criação, não fique preso somente nos seus significados, pois criatividade é também sair do óbvio!

Boa sorte!